Se utilizarmos a linguagem empresarial, podemos dizer que o Big Brother Brasil é uma aula de soft skills. Um dos programas de maior audiência da TV brasileira revela diariamente quais participantes tem liderança, empatia, bom humor e resiliência. Qualidades que fazem parte de conjunto de habilidades chamada de soft skills. Mas como não tem como colocar candidatos à vaga de emprego em uma casa e ficar analisando o comportamento deles diante de várias câmeras, é preciso encurtar o caminho, até porque existe também o hard skills. Esses dois termos vêm pautando o estilo de contratação das empresas no mundo inteiro.
Mas afinal, o que é exatamente soft skills e hard skills?
Diferentes instituições de ensino do Brasil já procuraram definir esses termos em Inglês para o mercado brasileiro. Para a universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, hard skills são as habilidades técnicas. Ou seja, aquelas competências que podem ser alcançadas, seja fazendo um curso, lendo um livro, indo a um congresso, etc. Elas podem ser testadas e medidas pelos recrutadores sem grandes problemas. Já soft skills são as habilidades comportamentais de uma pessoa. Isso inclui características de personalidade e de temperamento. Elas são mais difíceis de identificar, afinal não podem ser medidas ou testadas de uma maneira objetiva.
A grande questão: o que é mais importante?
Cada vez mais as soft skills vem sendo valorizadas. O comportamento do funcionário passou a ser mais importante que um diploma de qualificação. A empresa internacional Zety, que trabalha com recursos humanos, divulgou a seguinte pesquisa realizada com recrutadores e gerentes de contratações nos Estados Unidos.
A maioria dos entrevistados valorizou as soft skills ( 61 %) em comparação com as hard Skills ( 39%). Não é uma preferência isolada, outras pesquisas também apontam isso. Um estudo realizado em anos diferentes traz uma reflexão interessante. Em 2016, uma grande pesquisa feita pela IBM Institute for Business Value em cooperação com a Oxford Economics, que envolveu mais de 5 mil respondentes em 48 países, apontou que a preferência dos executivos em relação a sua força de trabalho estava mais para as habilidades técnicas. Em 2018, ao repetirem esta mesma questão, o resultado surpreendeu, pois as habilidades comportamentais, as softs kills, subiram de forma geral entre as opções levantadas e ocuparam as primeiras posições.
Em 2019 a pesquisa Global Talent Trends , feita pelo LinkedIn com milhares de profissionais de Recursos Humanos, mostrou que 92% dos entrevistados consideram as competências comportamentais mais importantes que as hard skills, pois estas podem ser aprimoradas. A pesquisa também indicou que 89% dos profissionais ouvidos consideram que as contratações ruins estão relacionadas com candidatos que não têm ou não querem desenvolver softs skills.
Que habilidades são essas?
Exemplos de soft skills (qualidades comportamentais)
*capacidade de liderança;
*empatia;
*criatividade;
*inteligência emocional;
*capacidade de persuasão;
*paciência;
*flexibilidade;
*capacidade de comunicação;
*resiliência.
Exemplos de hard skills (qualidades técnicas)
*fluência em um idioma;
*habilidade de programação;
*conhecimento em Photoshop;
*técnicas de costura;
*curso de graduação;
*curso de mestrado ou de especialização;
*conhecimento de primeiros socorros;
*realização de curso de capacitação.
Na pesquisa publicada pela Zety com recrutadores e gerentes de contratações, quando se tratou de soft skills, mais da metade valoriza o trabalho em equipe (57%) e a comunicação (55%); enquanto para hard skills, as habilidades analíticas (53%) e de TI de alto nível (49%) ficaram em primeiro lugar.
Quando questionados sobre as soft skills mais desejadas, a resposta foi a seguinte:
Trabalho em equipe (57%)
Comunicação (55%)
Gestão do tempo (46%)
Resolução de problemas (45%)
Criatividade (44%)
Liderança (40%)
Organização (34%)
Inteligência emocional (33%)
Tomada de decisão (28%)
Gerenciamento de estresse (15%)
Quando questionados sobre hard skills, os entrevistados indicaram o seguinte:
Habilidades analíticas (53%)
Habilidades de TI de alto nível (49%)
Conhecimento básico de informática (47%)
Habilidades de atendimento ao cliente (44%)
Habilidades de apresentação (43%)
Gestão de equipe (42%)
Gerenciamento de projetos (39%)
Marketing (37%)
Escrita (19%)
Design gráfico (15%)
É possível perceber que com o aumento do trabalho remoto, a alfabetização em informática é altamente desejada. A pesquisa também revelou várias técnicas que os recrutadores usam para verificar as habilidades de um funcionário em potencial. Por exemplo, testes em entrevistas para contratação que identificam os candidatos mais competentes e pedir aos candidatos que classificassem seu próprio desempenho durante seu emprego anterior.
Desenvolvimento de habilidades
Qualidades comportamentais são possíveis de serem desenvolvidas, senso de liderança, capacidade de resolução de conflitos e proatividade, por exemplo. De acordo com análise do LinkedIn, a criatividade é a competência mais procurada pelos recrutadores no momento. Outra capacidade destacada cada vez mais é ligada à capacidade de adaptação, também conhecida como resiliência. Os recrutadores acreditam que ela se tornou imprescindível, pois determina a competência para enfrentar situações adversas, dentro ou fora do ambiente de trabalho.
Mundo Real
A gestão de tempo também é uma soft skill presente em profissionais que sabem identificar com clareza, a partir dos resultados desejados, as atividades que necessitam de total atenção. Tudo isso, sem deixar de lado as outras tarefas do dia, o que torna essencial que a gestão de tempo esteja alinhada à habilidade de delegar tarefas. Isso vale principalmente para recrutadores da empresa. Fora do Big Brother não existe prova do líder, paredão, prova do anjo, prova de resistência que possa num passe de mágica mostrar quem é quem de verdade.
Pra encontrar as verdadeiras habilidades é preciso trabalho de recrutamento sério, e sem perda de tempo. Diante de tudo isso, nós da Be You Education acreditamos não só na importância de identificar as habilidades do candidato no momento da contratação quanto também na importância de desenvolver cada vez mais as skills dos funcionários, líderes e do próprio dono da empresa, para que todos possam desempenhar suas funções com excelência e assim construir resultados sólidos para a empresa. Por isso criamos o Be Boss, um treinamento para empresários e líderes que tem foco em desenvolver as soft e hard skills necessárias para uma empresa de sucesso.
